"...estenderei a minha mão contra os habitantes desta terra, diz o SENHOR. Porque desde o menor deles até ao maior, cada um se dá à avareza; e desde o profeta até ao sacerdote, cada um usa de falsidade e curam superficialmente a ferida da filha do meu povo, dizendo: Paz, paz; quando não há paz. Porventura envergonham-se de cometer abominação? Pelo contrário, de maneira nenhuma se envergonham, nem tampouco sabem que coisa é envergonhar-se..." (Jeremias 6.12 a 15)

quinta-feira, 27 de maio de 2010

Apostasia Na igreja Apostólica

Por: Anselmo Goldman

A conversão nominal de Constantino causou grande regozijo; e o mundo, sob o manto de justiça aparente, introduziu-se na igreja. Progredia rapidamente a obra de corrupção.

O paganismo, conquanto parecesse suplantado, tornou-se o vencedor. Seu espírito dominava a igreja. Suas doutrinas, cerimônias e superstições incorporaram-se à fé e culto dos professos seguidores de Cristo.

Não houve uma conversão verdadeira, e sim uma espécie de manobra política para unificar o império que desfalecia.

Para que houvesse uma conciliação, doutrinas e símbolos do paganismo foram incorporados no cristianismo ou substituíram pontos dele.

Auréolas que simbolizavam o sol em imagens pagãs foram incorporadas a imagens de Jesus e dos santos. Abaixo fotos dos apóstolos e Jesus.

O culto ao sol, por exemplo, pode ser notado em pinturas e símbolos cristão da antiguidade.

Estas auréolas nada mais são que itens usados em algumas imagens pagãs em reverência ao Sol, e incorporadas nas imagens de personagens do cristianismo.

Slavko Pengov_1AUROLA~1

terça-feira, 4 de maio de 2010

É impressionante…; confesso que já esperava por isso mas mesmo assim estou REVOLTADO.

Pois bem…, uma senhora evangélica 110% dedicada a obra, que ama sua igreja… de repente se viu abrindo primeiro um ponto de pregação e logo em seguida uma outra igreja.

Mas para isso ela não tomou sobre si a responsabilidade. Pediu ajuda de vários irmãos; tanto ajuda espiritual como financeira, e por eles foi ajudada. Por fim solicitou a sede de sua igreja que auxiliasse financeiramente com o início daquela nova obra que estava começando.

Como aquela senhora já estava na casa dos sessenta anos de idade e sem nenhuma formação teológica, os “superiores” seus na igreja decidiram destinar aquela obra o extraordinário valor de R$100,00.

Ou seja… contribuíram com nada! Os pastores, apóstolos e profetas da sede não acreditavam naquela senhora, não acreditavam que aquilo que ela estava compelida a começar pelo Espírito Santo fosse a diante. Só viam a Carne e não o Deus dos quais eles diziam crer, aquele mesmo que abriu o mar… Aqui vem minha revolta…

Como um dia ensolarado e agradável que vai despontando pouco a pouco, a obra que aquela senhora se dispôs a começar crescia e florescia…. Eu mesmo pude testemunhar o batismo de pelo menos oito pessoas de uma vez só.

O lugar onde ficava esta “igrejinha”, assustava os moradores do município. É uma vila a beira da estrada mas isolada de todos. Havia uma ponte que demarcava escancaradamente o lugar que, se você não fosse aceito naquela vila, daquele ponto talvez você nunca mais voltasse.

Os membros que freqüentavam aquela “igrejinha” eram daquele “buraco” esquecido pelo município. Pessoas que conviviam entre ladrões e traficantes; pessoas que muitas vezes na madrugada acordavam com tiros de comemoração de algum elemento residente dali.

Este é o lugar onde Jesus foi anunciado trazendo esperança para almas que precisavam dessa esperança; Almas que não seriam alcançadas não fosse a fé dessa senhora e seu esposo.

Esta senhora e seu esposo moravam num confortável bairro do município, cercado de sobrados classe média. Seus netos a acompanhavam em sua jornada pois seus netos, sua vida, deveriam crescer na luz daquele que a iluminou. O que mais se precisa dizer desta senhora?? Sem interesse, sem ajuda alguma, apenas com sua coragem e fé, aquela senhora pecadora, um exemplo para pecadores; segui em frente.

Pois bem. Sua jornada deu frutos, a “igrejinha” começou a crescer e aquelas pessoas, em gratidão e com o coração disposto a ajudar naquilo que as ensinou, as libertou, contribuíam com o pouco que tinham. Mas como todos eram movidos pelo mesmo sentimento, o pouco de cada um, era o suficiente para fazer daquele lugar um lugar aconchegante e melhor. Cestas básicas compradas para ajudar os miseráveis daquele lugar, pisos para cobrir o cimento batido daquela “igrejinha”, cortinas… enfim, tudo para aquele lugar.

Porém um balde de água fria cheia de peixes podres foi jogado naquela senhora e em todos os que participavam daquela obra.

Os dirigentes da igreja sede, os apóstolos e profetas, os “santos”, movidos pelo “espírito santo” pretenderam usurpar aquele lugar.

Está em aberto, mas ainda esta semana será decidido. Os cretinos profetas de Mamon querem que todas as contribuições levadas aquela “igrejinha” sejam entregues para a igreja sede.

Dinheiro! dinheiro! dinheiro! este é o deus destes falsos profetas, aproveitadores, avarentos, oportunistas, imundos comedores de carniça, Deus os repreenda! Absolutamente ninguém teve a fé de entrar naquele bairro, ninguém contribuiu com absolutamente NADA! exceto com desencorajamento, mas agora… que almas são alcançadas e consequentemente os dízimos, querem participar da obra.

Desculpem minha revolta! perdoem meus modos… mas fui eu que vi de perto aquele lugar, eu mesmo repreendi aquela senhora dizendo que ela não deveria entrar num lugar daqueles com seus netos… eu mesmo vi a coragem e fé daquela senhora que com tudo contra ela… não abriu mão de levar o salvador aqueles que precisavam ser salvos.

Enquanto na igreja sede… mentindo… profetizando para pessoas cheirosas e bem vestidas no centro daquela cidade, os porcos engordavam sem trabalhar… falar falar e falar e ainda receber, e bem, por isto.

… me desculpem…

CONTINUA…

segunda-feira, 3 de maio de 2010

Kasherut – Animais limpos…

Hoje descobri algo que considerei fascinante para quem procura conhecer as Escrituras em sua mais pura interpretação.

Adquiri um livro intitulado: “A Dieta de Jesus” – HLB editora, escrito por Heloísa Bernardes; Professora universitária na área de alimentação ortomolecular, lecionou na Anhembi Morumbi-SP, Farblac-DF, Newton Paiva-MG, FACHA-RJ, PUC-GO, ULBRA-RS.

O livro não trata em absoluto dos modismos atuais de dietas para emagrecer ou coisas do tipo, mas trata de SAÚDE.

Bem… vamos ao pequeno mas fundamental ensino:

A Bíblia trata de alimentação no que se refere a animais limpos e imundos dos quais se pode (no tempo presente) ou não comer. Na realidade são capítulos inteiros determinando quais são os alimentos “LIMPOS” e quais são os “IMUNDOS”.

Acredito piamente que as leis dadas a Moisés não são cerimoniais, mas que têm a ver com a sanidade moral e física dos homens. Mas o fato é que os termos “imundo” e “limpo” dão uma conotação cerimonial a estas leis dadas a Moisés a pelo menos 3.500 anos.

Pois bem… pra minha surpresa, no livro da citada autora encontrei o seguinte: “Assim, as leis dietéticas destinam-se a nos ensinar que uma pessoa deve, de preferência, ser vegetariana. Se, contudo, não puder controlar seus desejo por carne, que esta seja kosher.
Kosher não significa “puro”, nem “santo” ou “abençoado” por um rabino; kosher significa “apropriado”.

Para mim, e acredito que para muitos, a palavra Kosher significava “limpo”, mas Heloísa Bernardes diz que significa “apropriado”; como tudo o que descubro de novo referente as Escrituras, fui consultar e ver por mim mesmo se ela está correta.

Consultei de imediato o Léxico Hebraico, Aramaico e Grego de Strong, e no termo Kosher encontrei o seguinte:

כשר 03787 kasher
uma raiz primitiva; DITAT - 1052; v
1) ser bem sucedido, agradar, ser adequado, ser próprio, ser vantajoso, ser correto e apropriado para.
1a) (Qal) agradar, ser apropriado.
1b) (Hifil) ter sucesso.

Ou seja, a palavra é animal próprio e impróprio para comer. Claro que a maioria continuará com suas “convicções” sobre esta parte das Escrituras mas para mim particularmente, e sei que para muitos também, esta análise aprofunda mais a fé daqueles que não seguem partes da Bíblia mas tem o coração disposto em praticar toda Escritura.

sexta-feira, 30 de abril de 2010

Não é impossível…; É inevitável.

Pense Nisso!!!!!!
Eram aproximadamente 22:00 horas quando um jovem começou a se dirigir para casa.
Sentado no seu carro, ele começou a pedir:
- 'Deus! Se ainda fala com as pessoas, fale comigo.
Eu irei ouvi-lo.
Farei tudo para obedecê-lo'
Enquanto dirigia pela rua principal da cidade, ele teve um pensamento muito estranho:
- 'Pare e compre um galão de leite'.

Ele balançou a cabeça e falou alto:

- 'Deus? É o Senhor?'.

Ele não obteve resposta e continuou dirigindo-se para casa.
Porém, novamente, surgiu o pensamento:

- 'Compre um galão de leite'.

'Muito bem, Deus! No caso de ser o Senhor, eu comprarei o leite'.
Isso não parece ser um teste de obediência muito difícil...
Ele poderia também usar o leite.
O jovem parou, comprou o leite e reiniciou o caminho de casa.
Quando ele passava pela sétima rua, novamente ele sentiu um pedido:

- 'Vire naquela rua'.

Isso é loucura...
- pensou
- e, passou direto pelo retorno.
Novamente ele sentiu que deveria ter virado na sétima rua.
No retorno seguinte, ele virou e dirigiu-se pela sétima rua.
Meio brincalhão ele falou alto:
- 'Muito bem, Deus. Eu farei'.
Ele passou por algumas quadras quando de repente sentiu que devia parar.
Ele brecou e olhou em volta.
Era uma área mista de comércio e residência.
Não era a melhor área, mas também não era a pior da vizinhança.
Os estabelecimentos estavam fechados e a maioria das casas estavam
escuras, como se as pessoas já tivessem ido dormir, exceto uma do outro lado que estava acesa.
Novamente, ele sentiu algo:

- 'Vá e dê o leite para as pessoas que estão naquela casa do outro lado da rua'.
O jovem olhou a casa.
Ele começou a abrir a porta mas voltou a sentar-se. -' Senhor, isso é loucura.
Como posso ir para uma casa estranha no meio da noite?'.
Mais uma vez, ele sentiu que deveria ir e dar o leite. Finalmente, ele abriu a porta...
- ' Muito Bem, Deus, se é o Senhor, eu irei e entregarei o leite àquelas pessoas.
Se o Senhor quer que eu pareça uma pessoa louca, muito bem.
Eu quero ser obediente.
Acho que isso vai contar para alguma coisa, contudo, se eles não  responderem
imediatamente, eu vou embora daqui'.
Ele atravessou a rua e tocou a campainha.
Ele pôde ouvir um barulho vindo de dentro, parecido com o choro de uma criança.
A voz de um homem soou alto:
- 'Quem está aí? O que você quer?'
A porta abriu-se antes que o jovem pudesse fugir.
Em pé, estava um homem vestido de jeans e camiseta.
Ele tinha um olhar estranho e não parecia feliz em ver um desconhecido em pé
na sua soleira.
- 'O que é?'.
O jovem entregou-lhe o galão de leite.
- 'Comprei isto para vocês'.
O homem pegou o leite e correu para dentro falando alto.
Depois, uma mulher passou pelo corredor carregando o leite e foi para a cozinha.
O homem a seguia segurando nos braços uma criança que chorava.
Lágrimas corriam pela face do homem e, ele começou a falar, meio  soluçando:
- 'Nós oramos.
Tínhamos muitas contas para pagar este mês e o nosso dinheiro havia  acabado.
Não tínhamos mais leite para o nosso bebê.
Apenas orei e pedi a Deus que me mostrasse uma maneira de conseguir  leite.
Sua esposa gritou lá da cozinha:
- 'Pedi a Deus para mandar um anjo com um pouco de leite...
Você é um anjo?'
O jovem pegou a sua carteira e tirou todo dinheiro que havia nela e
colocou-o na mão do homem.
Ele voltou-se e foi para o carro, enquanto as lágrimas corriam pela sua face.
Ele teve certeza que Deus ainda responde aos verdadeiros pedidos.

sábado, 24 de abril de 2010

Não há mais Bereanos entre os Cristãos

A Igreja Romana reserva ao clero o direito de interpretar as Escrituras. Sob o fundamento de que unicamente os eclesiásticos são competentes para explicar a Palavra de Deus, é esta vedada ao povo comum.

Conquanto a Reforma fizesse acessível a todos as Escrituras, o mesmíssimo espírito que Roma manteve impede também as multidões nas igrejas protestantes de hoje de examinarem a Bíblia por si mesmas. São instruídas a aceitar os seus ensinos conforme são interpretados pela igreja; e há milhares que não ousam receber coisa alguma contrária ao seu credo, ou ao ensino adotado por sua igreja, por mais claro que esteja revelada nas Escrituras.

Apesar de achar-se a Bíblia cheia de advertências contra os falsos ensinadores, muitos há que estão prontos a confiar ao clero a guarda de sua alma. Existem hoje milhares de pessoas que professam ser religiosas, e no entanto não podem dar outra razão para os pontos de sua fé, a não ser o haverem sido assim instruídas por seus dirigentes espirituais. Passam pelos ensinos do Salvador, quase sem os notar, e depositam implícita confiança nas palavras dos ministros.

São, porém, infalíveis os ministros? Como poderemos confiar nossa alma à sua guia, a menos que saibamos pela Palavra de Deus que são portadores de luz? A falta de coragem moral para sair da trilha batida do mundo, leva muitos a seguirem as pegadas de homens ilustrados; e, pela relutância em examinarem por si mesmos, estão-se tornando desesperançadamente presos nas cadeias do erro. Vêem que a verdade para este tempo é claramente apresentada na Bíblia, e sentem o poder do Espírito Santo acompanhando sua proclamação; permitem, todavia, que a oposição do clero os desvie da luz.

Embora a razão e a consciência estejam convencidas, estas almas iludidas não ousam pensar diferentemente do ministro; e seu discernimento individual, os interesses eternos, são sacrificados à incredulidade, ao orgulho e preconceito de outrem.

Apostasia Contemporânea

Por: Anselmo Goldman
O apóstolo exortava os gálatas a deixar os falsos guias por quem haviam sido desviados, e a voltar à fé que havia sido acompanhada por inquestionáveis evidências de aprovação divina. Os homens que os haviam procurado desviar de sua fé no evangelho eram hipócritas, de coração não santificado e vida corrupta. Sua religião era feita de um acervo de cerimônias, por cujas práticas esperavam ganhar o favor de Deus. Não tinham interesse num evangelho que requeria obediência à palavra: "Aquele Suprir formas externas de religião em lugar de santidade de coração e de vida, é ainda tão agradável à natureza não renovada como o foi nos dias desses ensinadores judeus. Hoje, como então, existem falsos guias espirituais, para cujas doutrinas muitos atentam avidamente. É estudado esforço de Satanás desviar as mentes da esperança da salvação pela fé em Cristo e obediência à lei de Deus. Em cada século o arquiinimigo adapta suas tentações aos preconceitos ou inclinações daqueles a quem está procurando enganar. Nos tempos apostólicos levou os judeus a exaltar a lei cerimonial e rejeitar a Cristo; no presente ele induz muitos cristãos professos, sob a pretensão de honrarem a Cristo, a pôr em controvérsia a lei moral, e a ensinar que seus preceitos podem ser transgredidos impunemente. É dever de cada servo de Deus opor-se firme e decididamente a esses pervertedores da fé, e expor destemidamente seus erros pela Palavra da verdade.

sexta-feira, 23 de abril de 2010

Caso pra Delegado e não pra Apologista

Por: Anselmo Goldman

Assista no You Tube

A Água Benta de Valdemiro Santiago

Não Quero ser Apóstolo

Copiado e colado por: Anselmo Goldman

Extraído de: http://brasilmetodista.ning.com/profiles/blogs/nao-quero-ser-apostolo-por

Não quero ser apóstolo! Os pastores possuem um fino senso de humor. Muitas vezes, reúnem-se e contam casos folclóricos, descrevem tipos pitorescos e narram suas próprias gafes. Riem de si mesmos e procuram extravasar na gargalhada as tensões que pesam sobre os seus ombros. Ultimamente, fazem-se piadas dos títulos que os líderes estão conferindo a si próprios. É que está havendo uma certa, digamos, volúpia em pastores se promoverem a bispos e apóstolos. Numa reunião, diz a anedota, um perguntou ao outro: "Você já é apóstolo?" O outro teria respondido: "Não, e nem quero. Meu desejo agora é ser semi-deus". Apóstolo agora está virando arroz de festa e meu ministério é tão especial que somente este título cabe a mim". Um outro chiste que corre entre os pastores é que se no livro do Apocalipse o anjo da igreja é um pastor, logo, aquele que desenvolve um ministério apostólico seria um "arcanjo".
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Já decidi! Não quero ser apóstolo! O pouco que conheço sobre mim mesmo faz-me admitir, sem falsa humildade, que não eu teria condições espirituais de ser um deles. Além disso, não quero que minha ambição por sucesso ou prestígio, que é pecado, se transforme em choça.
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Admito que os apóstolos constam entre os cinco ministérios locais descritos pelo apóstolo Paulo em Efésios 4.11. Não há como negar que os apóstolos foram estabelecidos por Deus em primeiro lugar, antes dos profetas, mestres, operadores de milagres, dons de curar, socorros, governos, variedades de línguas. Mas, resigno-me contente à minha simples posição de pastor. Já que nem todos são apóstolos, nem todos profetas, nem todos mestres ou operadores de milagres, como consta na epístola aos Coríntios 12.29, parece não haver demérito em ser um mero obreiro.
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Meus parcos conhecimentos do grego não me permitem grandes aventuras léxicas. Mas qualquer dicionário teológico serve para ajudar a entender o sentido neotestamentário do verbete "apóstolo" ou "apostolado". Usemos a Enciclopédia Histórico-Teológico da Igreja Cristã, das Edições Vida Nova: "O uso bíblico do termo "apóstolo" é quase inteiramente limitado ao NT, onde ocorre setenta e nove vezes; dez vezes nos evangelhos, vinte e oito em Atos, trinta e oito nas epístolas e três no Apocalipse. Nossa palavra em Português, é uma transliteração da palavra grega apostolos, que é derivada de apostellein, enviar. Embora várias palavras com o significado de enviar sejam usadas no NT, expressando idéias como despachar, soltar, ou mandar embora, apostellein enfatiza os elementos da comissão - a autoridade de quem envia e a responsabilidade diante deste. Portanto, a rigor, um apóstolo é alguém enviado numa missão específica, na qual age com plena autoridade em favor de quem o enviou, e que presta contas a este".
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Jesus foi chamado de apóstolo em Hebreus 3.1. Ele falava os oráculos de Deus. Os doze discípulos mais próximos de Jesus, também receberam esse título. O número de apóstolos parecia fixo, porque fazia um paralelismo com as doze tribos de Israel. Jesus se referia a apenas doze tronos na era vindoura (Mateus 19.28; cf Ap 21.14). Depois da queda de Judas, e para que se cumprisse uma profecia, ao que parece, a igreja sentiu-se obrigada, no primeiro capítulo de Atos, a preencher esse número. Mas na história da igreja, não se tem conhecimento de esforços para selecionar novos apóstolos para suceder àqueles que morreram (Atos12.2). As exigências para que alguém se qualificasse ao apostolado, com o passar do tempo, não podiam mais se cumprir: "É necessário, pois, que, dos homens que nos acompanharam todo o tempo que o Senhor Jesus andou entre nós, começando no batismo de João, até ao dia em que dentre nós foi levado às alturas, um destes se torne testemunha conosco da sua ressurreição" (Atos 2.21-22).
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Portanto, alguns dos melhores exegetas do Novo Testamento concordam que as listas ministeriais de I Coríntios 12 e Efésios 4 referem-se exclusivamente aos primeiros e não a novos apóstolo.
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Há, entretanto, a peculiaridade do apostolado de Paulo. Uma exceção que confirma a regra. Na defesa de seu apostolado em I Coríntios 15.9, ele afirmou que foi testemunha da ressurreição (vira o Senhor na estrada de Damasco), mas reconhecia que era um abortivo (nascido fora de tempo). "Porque sou o menor dos apóstolos, que mesmo não sou digno de ser chamado apóstolo, pois persegui a igreja de Deus" (15.10). O testemunho de mais de dois mil anos de história é que os apóstolos foram somente aqueles doze homens que andaram com Jesus e foram comissionados por ele para serem as colunas da igreja, comunidade espiritual de Deus.
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O que preocupa nos apóstolos pós-modernos é ainda mais grave. Tem a ver com a nossa natureza que cobiça o poder, que se encanta com títulos e que fez do sucesso uma filosofia ministerial. Há uma corrida frenética acontecendo nas igrejas de quem é o maior, quem está na vanguarda da revelação do Espírito Santo e quem ostenta a unção mais eficaz. Tanto que os que se afoitam ao título de apóstolo são os líderes de ministérios de grande visibilidade e que conseguem mobilizar enormes multidões. Possuem um perfil carismático, sabem lidar com massas e, infelizmente, são ricos.
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Não quero ser um apóstolo porque não desejo a vanguarda da revelação. Desejo ser fiel ao leito principal do cristianismo histórico. Não quero uma nova revelação que tenha sido desapercebida de Paulo, Pedro, Tiago ou Judas. Não quero ser apóstolo porque não quero me distanciar dos pastores simples, dos missionários sem glamour, das mulheres que oram nos círculos de oração e dos santos homens que me precederam e que não conheceram as tentações dos mega eventos, do culto espetáculo e da vã-glória da fama. Não quero ser apóstolo, porque não acho que precisemos de títulos para fazer a obra de Deus, especialmente quando eles nos conferem estatus. Aliás, estou disposto, inclusive a abrir mão de ser chamado, pastor, se isso representar uma graduação e não uma vocação ao serviço.
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Não desdenho as pessoas, sinto apenas um enorme pesar em perceber que a ambiência evangélica conspira para que homens de Deus sintam-se tão atraídos a ostentação de títulos, cargos e posições. Embriagados com a exuberância de suas próprias palavras, crentes que são especiais, aceitam os aplausos que vêm dos homens e se esquecem que não foi esse o espírito que norteou o ministério de Jesus de Nazaré.
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Ele nos ensinou a não cobiçar títulos e a não aceitar as lisonjas humanas. Quando um jovem rico o saudou com um "Bom Mestre", rejeitou a interpelação: "Porque me chamas bom? Ninguém é bom senão um, que é Deus" (Mc 10.17-18). A mãe de Tiago e João pediu um lugar especial para os seus filhos. Jesus aproveitou o mal estar causado, para ensinar: "Sabeis que os governadores dos povos os dominam e que os maiorais exercem autoridade sobre eles. Não é assim entre vós; pelo contrário, quem quiser tornar-se grande entre vós, será esse o que vos sirva; e quem quiser ser o primeiro entre vós será vosso servo; tal como o Filho do Homem, que não veio para ser servido, mas para servir e dar a sua vida em resgate de muitos" (Mateus 20.25-28).
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Os pastores estão se esquecendo do principal. Não fomos chamados para termos ministérios bem sucedidos, mas para continuarmos o ministério de Jesus, amigo dos pecadores, compassivo com os pobres e identificado com as dores das viúvas e dos órfãos. Ser pastor não é acumular conquistas acadêmicas, não é conhecer políticos poderosos, não é ser um gerente de grandes empresas religiosas, não é pertencer aos altos graus das hierarquias religiosas. Pastorear é conhecer e vivenciar a intimidade de Deus com integridade. Pastorear é caminhar ao lado da família que acaba de enterrar um filho prematuramente e que precisa experimentar o consolo do Espírito Santo. Pastorear é ser fiel à todo o conselho de Deus; é ensinar ao povo a meditar na Palavra de Deus. Ser pastor é amar os perdidos com o mesmo amor com que Deus os ama.
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Pastores, não queiram ser apóstolos, mas busquem o secreto da oração. Não ambicionem ter mega igrejas, busquem ser achados despenseiros fieis dos mistérios de Deus. Não se encantem com o brilho deste mundo, busquem ser apenas serviçais. Não alicercem seus ministérios sobre o ineditismo, busquem manejar bem a palavra da verdade; aquela mesma que Timóteo ouviu de Paulo e que deveria transmitir a homens fieis e idôneos que por sua vez instruiriam a outros. Pastores, não permitam que os seus cultos se transformem em shows. Não alimentem a natureza terrena e pecaminosa das pessoas, preguem a mensagem do Calvário.
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Santo Agostinho afirmou: "O orgulho transformou anjos em demônios". Se quisermos nos parecer com Jesus, sigamos o conselho de Paulo aos filipenses: "Tende o mesmo sentimento que houve também em Cristo Jesus, pois ele subsistindo em forma de Deus, não julgou como usurpação o ser igual a Deus; antes, a si mesmo se esvaziou, assumindo a forma de servo, tornando-se em semelhança de homens; e, reconhecido em figura humana, a si mesmo se humilhou, tornando-se obediente até à morte e morte de cruz" (2.5-8).

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