"...estenderei a minha mão contra os habitantes desta terra, diz o SENHOR. Porque desde o menor deles até ao maior, cada um se dá à avareza; e desde o profeta até ao sacerdote, cada um usa de falsidade e curam superficialmente a ferida da filha do meu povo, dizendo: Paz, paz; quando não há paz. Porventura envergonham-se de cometer abominação? Pelo contrário, de maneira nenhuma se envergonham, nem tampouco sabem que coisa é envergonhar-se..." (Jeremias 6.12 a 15)

quarta-feira, 27 de junho de 2012

Melech Mechaya - Acabamos de Encontrar

Por: Alexandre Ramos & Anselmo Goldman
Música muiiiiito boa.
Arte de verdade em simplicidade e perícia desconcertantes!!!!!!!!!!!!!!!!
Acho que é isto!
Shalom Lechem

domingo, 24 de junho de 2012

Perdão à Torto e à Direita?

Por: Anselmo Goldman

Ontem, examinando a Nova Aliança, me detive num texto ao qual saltou bem diante de meus olhos.
O Texto me disse o seguinte: "Disse-lhes, pois, Jesus outra vez: Paz seja convosco; assim como o Pai me enviou, também eu vos envio a vós. E, havendo dito isto, assoprou [sobre eles] e disse-lhes: Recebei o Espírito Santo; àqueles a quem perdoardes os pecados lhes são perdoados; àqueles a quem os retiverdes são retidos." (Jo 20.21 a 23)
Percebo que esta é uma extensão de uma postagem anterior neste mesmo blog de título: "Perdão de Graça?" (http://elohimomer.blogspot.com.br/2012/05/perdao-de-graca.html), postado por nosso irmão Alexandre Ramos.

Nesta postagem, percebi muito bem que o S'lichah (perdão) que importa é o de YHVH, e Ele, bendito seja, somente o concede mediante Nocham (arrependimento).
Agora percebo que sua postagem é mais relevante do que inicialmente observei.
Analisando detalhadamente os versos de João 20, pude observar que a retenção ou liberação do perdão divino é posterior ao recebimento do Ruach HaKodesh (Espírito Santo)
Sendo que permanece a verdade de que somente Deus pode perdoar pecados. "... Quem pode perdoar pecados, senão Deus?" (Mc 2:7)
Então entendemos que o verso de João 20 NÃO está delegando aos homens o poder de perdoar pecados e nem de condenar. Mas o que se lê é que aqueles a quem a Igreja (coletivo - assim como lemos "perdoardes" e "retiverdes") perdoa é porque o Ruach HaKodesh já diz ter perdoado, e a Igreja somente declara aquilo efetuado por YHVH. Igualmente se a Igreja retém o perdão, é porque mediante o Ruach HaKodesh e Sua Palavra, ela sabe tal pessoa não alcançou ainda perdão. Mas é o próprio Yeshua quem outorga ou não o perdão dos pecados, estando pessoalmente no meio da Igreja, pois foi dito: "onde estiverem dois ou três reunidos em Meu Nome, aí estarei eu mesmo no meio destes"

A Grande questão, e é isto o que venho completar referente à postegem anterior "Perdão de Graça", é que mais um texto indica que em alguns casos poderá haver a retenção do perdão dos pecados por parte da Igreja reunida.
Isto tendo-se em conta que "Toda controvérsia em nome do Céu subsistirá".

Shalom Lechem.

quinta-feira, 14 de junho de 2012

Adoração

Por: Anselmo Goldman
"O Santo, Bendito... Não está a procura de adoração.
Nosso Deus, YHVH busca adoradores!"
De onde encontramos isto no ensinamento da Santa Escritura?
Quando foi dito: "E o povo creu; e ouviram que YHVH visitava aos filhos de Israel e que via a sua aflição; e inclinaram-se e adoraram. " (Ex 4:31)
A adoração é o resultado do que YHVH faz pelo seu povo, e pelo seu filho que creu.
Ela é uma resposta ao chamado e não a causa de ser chamado por Adonay.
"O povo creu" - A adoração vem depois que a fé é derramada sobre o coração
do adorador.
"Ouviram que YHVH os visitava" - Depois de crer, o povo ao ouvir o que seu Senhor fazia em favor dele, inclinou-se e adorou.
Este pode ser o resumo do caminho traçado pela verdadeira adoração - Aquela que o SENHOR se agrada "O Pai procura a tais que assim o adorem" (João 4.23)

O caminho inverso está sendo ensinado pelos pseudo-santos ao povo que nada sabe do Evangelho e não faz questão nenhuma de saber.
Está a grande massa gospel sendo usada como massa de manobra e fonte de lucro.
A juventude gospel quer se assemelhar ao astro evangélico da vez e não se parecer com Aquele que por eles morreu, pois eles não O conhecem (mas sabem tudo sobre seus Ídolos).

Adoração se transformou em performance! Em hoby! em entretenimento!
O que você quer no ministério de música da Igreja meu jovem? "Adorar" é a resposta!
Esses ignoram que adorar não é um momento na liturgia do culto, nem mesmo em toda a estadia na Igreja. Adorar é viver sob a guia da coluna de fogo de dia e da coluna de nuvem de noite! É estar a todo tempo sob a guia do Anjo do SENHOR! Isto é adoração.
"Nem neste monte e nem em Jerusalém adorareis ao Pai" (João 4.21) - ensinou nosso mestre Supremo!
"Vós adorais o que não sabeis..." (Jo 4:22) É o recado de Jesus para aqueles que crêem, como a mulher samaritana, que existe momento e lugar específicos para adoração.


Crer e conhecer Aquele que adoramos nos fará ser aceitos pelo Santo e Bendito.
Adoração Samaritana, basta!

sexta-feira, 1 de junho de 2012

Anselmo Goldman

O Professor Anselmo Goldman está de volta. Após passar por um período em reavaliação e reorganização doutrinária, o irmão Anselmo retomou seu chamado diante de Deus e reassumiu suas atividades apologéticas e polemistas.
Tendo sido reerguido, e assumindo seu ministério como legítimo descendente de Shamai (o outro lado em relação a escola de Hilel), o Rebe Anselmo Goldman volta conduzindo e expondo o verdadeiro rigor da Toráh contra os impenitentes.

Mestre Anselmo Goldman, seja bem vindo. A Igreja brasileira anda tropeçando e abusando dos ensinos de Hilel por isso os ensinos de Shamai devem ser expostos.
Deus abençoe o verdadeiro ensino.

sexta-feira, 25 de maio de 2012

2ª Semana da Palavra na Igreja Renovada - Jardim Nazaré

Está marcada a data da "2ª Semana da Palavra" da IRMAP - Jardim Nazaré.
Exatamente na segunda semana das férias escolares de Julho (de 09/07 a 15/07), para atender nossos jovens com conteúdo edificante e bíblico.
Você está convidado e será muito bem recebido.
Já confirmada a presença dos pregadores Francisco de Aquino (O Brasil Para Cristo) e Pr. Júnior (Nova Aliança).
O tema ainda não foi definido mas estamos apontando para "Igreja Saudável", já que estamos quase encerrando uma série de estudos sobre o assunto com base nos livros "O Que é Uma Igreja Saudável" e "Nove Marcas de Uma Igreja Saudável"; ambos do Pr. Mark Dever pela editora Fiel.
Deus nos abençoe. Compareça.

Socorro! Minha Bíblia Está Incompleta!!!!!



Por: Alexandre Ramos de Souza

Copista em seu ofício de replicar a Escritura Sagrada
Dia 21/05 na aula do seminário, um texto foi citado em aula e, meu primo Lincoln, que estuda comigo lá e é da mesma denominação a qual pertenço virou-se para mim e disse: "a última parte deste texto não está na bíblia mas todo mundo cita esta parte"
Não dei muita atenção a princípio pois estava lendo outro texto, mas perguntei onde estava aquele texto citado, e (esta é uma habilidade ótima) o Lincoln citou prontamente Romanos 8.
Abri minha Bíblia em Romanos 8 e mostrei o verso 1 para ele.
Eis o texto: "Portanto, agora nenhuma condenação há para os que estão em Cristo Jesus, que não andam segundo a carne, mas segundo o Espírito. "(Rm 8:1)
A parte em vermelho é a que não consta no texto segundo o Lincoln. Ele pareceu confundido, como se tivesse certeza de que aquela parte não constava na Escritura, quando pedi para que ele abrisse a sua Bíblia de Genebra cuja versão de Ferreira de Almeida é atualmente Revista e Ampliada!
Lá, o referido texto termina em "estão em Cristo Jesus", omitindo toda a parte em vermelho.


Virei-me para ele e disse: "Bem vindo à Crítica Textual".
Esta "diferença" se deve ao fato de versões modernas serem baseadas no Texto Crítico baseado nos Códices Sinaítico e Vaticano. Estas versões orientais divergem muito do texto usado até o século XIX baseado no Textus Receptus, que por sua vez se baseia em mais de 4000 manuscritos e não em poucos códices.
A Crítica Textual é relevante demais para ser passada por alto pelo estudante das Escrituras. Neste caso de Rm 8:1, não há prejuízo doutrinário específico; porém há casos em que verdades bíblicas são postas em dúvida pela diferença entre as versões de Almeida que possuímos como no caso de 1Tm 3:16.
Na versão original feita por João Ferreira de Almeida lemos: "E sem duvida nenhuã, grande he o Mysterio da piedade: Deus foy manifestado em carne, foy justificado em Espirito, visto dos Anjos, pregado a os Gentios, crido no mundo, e recebido a riba em glória." (Almeida - versão de 1819).
Já nas Bíblias modernas o texto da carta a Timóteo não possui a última parte, talvez porque o copista tenha se baseado no verso 4 para omitir esta parte, talvez para que o texto não se tornasse repetitivo para "embelezar" o corpo da cópia... enfim. Este é um assunto para a Crítica Textual que avaliará as possibilidades, com base nas variantes disponíveis de manuscritos, com base na idade e lugar em que foi escrito o texto... etc.
Para você que entendeu a importância da questão "Crítica Textual" bem vindo!

segunda-feira, 14 de maio de 2012

Seitas e heresias: Porque conhecê-las?

De: Sola Scriptura
Algumas vezes sou questionado com a seguinte pergunta: Porque estudar as seitas e as heresias, qual a relevância do assunto para a igreja? Existem pelo menos quatro pontos fundamentais no estudo das seitas e das heresias que as tornam relevantes para igreja contemporânea, são eles:
 Defesa própria – Várias seitas treinam seus adeptos para irem fazer “discípulo”, usando variados métodos, algumas são especialistas em atingir o público evangélico, principalmente os novos convertidos, sendo assim, precisamos conhecê-los para refutá-los; (Tt.1:9)
 Proteção do rebanho – Um rebanho bem alimentado não dará problemas, temos que preparar a igreja para resistir ao falso ensino, pois o que seguro as ovelhas é o pasto e não o pastor; (I Pe.3:15)
 Evangelização – O fato de conhecermos o erro em que se encontram os sectários nos ajuda a apresentar –lhes a verdade que necessitam entre eles se encontram muitas pessoas sinceras que precisam se libertar e conhecer a Jesus Cristo; (Tg.5:19,20)
 Defender a verdade – Paulo disse que Cristo o chamou dentre tantas coisas, para defender a verdade do Evangelho. (Fp.1:16b)

 Pb. Francisco de Aquino, membro da Igreja “O Brasil para Cristo” Kemel – Poá e professor do Instituto Bíblico O Brasil para Cristo (I.B.B.C.) em Suzano e Poá.
Copiado e colado do Blog: http://www.solascriptura-scriptura.blogspot.com.br/2012/05/algumas-vezes-sou-questionado-com.html

quarta-feira, 9 de maio de 2012

Perdão de Graça?

O título desta postagem pode parecer estranho ou quem o lê, pode ficar curioso para saber no que terminará esta postagem.
Bem..., a pergunta é "O perdão é de Graça?". Muitos, (inclusive eu caso não soubesse onde quero chegar), diriam: "Que pergunta mais tola, claro que sim!"
Pois bem, quero desenvolver e expor conclusões que tenho chegado nestes últimos dias, meditando sobre o "Perdão de Graça".
Alguns abusam da Graça do SENHOR, e vivem com isto na prática do pecado, pois, confiando neste "Perdão de Graça", têm se tornado ousados, e inconsequentes em seus atos. Alguns que "teóricamente" são Igreja, semeiam discórdia, mexericos, confusão, promovem facções; mas no fim, quando confrontados, despejam todo seu vocabulário sobre o próximo, acusando de falsos, sem amor, soberbos... etc.
Uma semana depois, estes que tão prontamente estavam dispostos a matar ou morrer pela causa que defendiam, passam a se desculpar, alegando precipitação arrependimento e sei lá mais o quê!
Passam-se então uns dois ou três meses, e lá está novamente armado o circo, e tudo se repete, mas adivinhe só! Se arrependem, pedem perdão e tudo certo, afinal, o perdão é cristão não é mesmo? O perdão é de Graça não é mesmo

Mas percebem onde algumas pessoas que vivem nesta prática terminam? O circulo vicioso do "Perdão de Graça", passa a ser um item essencial na vida religiosa destes.
Muitos não sentem necessidade de mudança interna e nem mudança de seu caráter pois, o "Perdão de Graça" descarta esta necessidade. Esta é a conclusão do caso.
Acho que é por isso que Paulo disse: "Receio que, quando chegar, não vos ache como eu quereria, e eu seja achado de vós como não quereríeis; [Receio também] que de alguma maneira haja pendências, invejas, iras, porfias, detrações, mexericos, orgulhos, tumultos; [Receio ainda] que, quando for outra vez, o meu Deus me humilhe para convosco, e chore por muitos daqueles que dantes pecaram, e não se arrependeram da imundícia, e fornicação, e desonestidade que cometeram. É esta a terceira vez que vou ter convosco. Por boca de duas ou três testemunhas será confirmada toda a palavra. Já anteriormente o disse, e segunda vez o digo como quando estava presente; mas agora, estando ausente, o escrevo aos que antes pecaram e a todos os mais, que, se outra vez for, não lhes perdoarei; Visto que buscais uma prova de Cristo que fala em mim, o qual não é fraco para convosco, antes é poderoso entre vós. "(2Co 12:20 a 13:3)
Paulo está dizendo que não perdoará, (isso mesmo! NÃO PERDOARÁ) os que pecaram mas não se arrependeram!! Que falta de amor de Paulo não é mesmo? Não é falta de amor não irmão. É falta de arrependimento por parte dos faltosos.

Quando as pessoas que vivem na prática do circulo vicioso do "perdão de Graça", defrontam-se finalmente com alguém que não lhes perdoa, estas passam rapidamente dos pedidos de perdão, para novas ofensas!
É claro que não estou aconselhando a não perdoar, mas antes, mostrando que algumas pessoas não precisam de perdão mas sim de genuíno arrependimento para se livrarem deste vício.

Certamente que distoa do ensino de Jesus o não perdoar, mas aquele que nos ofendeu, e nos pede perdão sincero, caso não seja perdoado se entristecerá mais ainda consigo mesmo. Por outro lado, aquele que pede perdão sistematicamente diante da Igreja a cada 3 meses, caso não obtenha tal perdão, ao invés de se entristecer, despejará acusações e outras coisas contra você e contra a Igreja!
Com isto eu pergunto: seu perdão sincero, faz bem ou mal para esta pessoa, visto que ele mantém ela presa neste círculo vicioso, carnal e até diabólico de "perdoação"???
Por mais sincero que seu perdão seja dado, o problema é a cadeia viciosa em que o ofensor está preso, pois este sente a extrema necessidade de seu perdão mas não de ARREPENDIMENTO!

Arrependimento é a condição para alcançar o perdão divino.
O Espírito Santo não pode perdoar a blasfêmia contra Ele, e sabe por quê? Por que a blasfêmia contra o Espírito é não necessitar mais de perdão! Sua voz não mais incomoda e não há sentimento de culpa diante Dele. Não há arrependimento.
O sistema humano de perdão é diferente do divino. Deus nos perdoa mediante arrependimento pois o perdão que nos é graciosamente dispensado, está baseado no FATO de que alguém sofreu nossa penalidade. Deus não apaga simplesmente os nossos pecados, Ele os faz cair em Jesus!
Quer ver como Deus considera o perdão dispensado a você irmão? Olha para a Cruz! Vê qual é o resultado de seu pecado. Deus perdoa nossos pecados somente na Cruz de Jesus. Ele não diz: "Tá bem filho, está perdoado!" mas antes Ele joga o teu pecado em Seu filho para então te perdoar. Isto torna o perdão somente possível mesdiante o arrependimento! Você pede perdão à Deus não mais pelas consequências, mas sim pelo fato de tanto amor ser dispensado por você, e por tanta ira ter recaíno Naquele que não tinha culpa, Jesus! 

Você não precisa de meu perdão seu hipócrita! Você precisa é se arrepender! É o que Jesus diria aos fariseus de sua época!

Jesus não veio pregar perdão, mas sim ARREPENDIMENTO! e o perdão seria consequência imediata deste.
O ensino de Jesus sobre o perdão é muito claro: "... se ele se arrepender, perdoa-lhe. E, se pecar contra ti sete vezes no dia, e sete vezes no dia vier ter contigo, dizendo: Arrependo-me; perdoa-lhe. " (Lc 17:3, 4)

"Rasgai o vosso coração, e não as vossas vestes, e convertei-vos ao SENHOR vosso Deus; porque ele [é] misericordioso, e compassivo, e tardio em irar-se, e grande em benignidade, e se arrepende do mal. "(Jl 2:13)
Pedir desculpa e perdão, é parte do ser humano, é carnal... Mas arrepender-se é Divino e Espiritual.
Por isso, quando o perdão é recusado ou adiado para alguns ofensores, estes demonstram serem de fato impenitentes em seus pedidos de perdão!
Sequer o "Não" como resposta é pronunciado quando pedem perdão, e já somos novamente acusados de pessoas sem amor e sem o perdão de Jesus sobre nossas vidas.
Acho que por isso o batismo de João não era de perdão dos pecados, mas era "... o batismo de arrependimento..."(Mc 1:4) e então sim vem o "para perdão dos pecados".
Na verdade, de nossa parte, todos aqueles que nos ofendem estão perdoados (pois não somos Deus - não discernimos o coração dos homens). Precisamos perdoar para podermos ser perdoados por Deus é o claro ensino bíblico; mas a lição de adiarmos o perdãopara alguns, é para mostrar que um dia o perdão de Deus será retido e não estará mais disponível como hoje, pois na vida destes o recebimento da Graça é em vão. Por isso, vocês que sempre erram mas nunca se aperfeiçoam no arrependimento, escutem, "...vos exortamos a que não recebais a graça de Deus em vão "(2Co 6:1)

quinta-feira, 26 de abril de 2012

Os Termos Originais em que se Baseia a Imortalidade da Alma


O termo “psyche” nem sempre é traduzido por alma, e isto não se dá simplesmente pela necessidade da tradução, mas também pela necessidade teológica do tradutor em alguns casos, ou seja, a tradução do termo “Psyche” para o português, em alguns poucos casos, obedeceu tanto aos conceitos teológicos do tradutor quanto em outros casos, obedeceu a correta dinâmica de tradução do texto.
Para consultar alguns versos que foram corretamente traduzidos para o português, pois não lhes foi possível inserir o conceito de imortalidade da alma veja ANEXO 1, na parte final deste resumo.
O termo grego “Psyche” é no NT traduzido como: “alma” (Mt 16:26); “ânimo” (At 14:2, 22); “coração” (Cl 3:23); “vida” (Mt 10:39).
O Termo hebraico “Nephesh” é no AT traduzido como: “alma” (Gn 1:30; 2:7); “vida” (Gn 9:4, 5; Lv 24:18); “vontade” (Gn 23:8); “pessoa” (Lv 2:1; 27:2); “morto” (Lv 19:28; 21:1; Nm 5:2); “cadáver” (Lv 21:11; Nm 6:6 – nephesh mut; literalmente: alma morta); “homem” (Lv 22:6); “alguém” (Lv 24:17); “coração” (Jó 21:25)
  Encontramos um caso interessante em Jó 31:30 onde transliteramos:
“Ve lô natati lechato chiki L’Sheol bealah naphsho

A versão King James traduz: “Neither have I suffered my mouth to sin by wishing a curse to his soul.” – “E também não tolerei a maldade de minha boca desejando uma maldição para sua alma
Mas na ARC lemos: “também não deixei pecar o meu paladar, desejando a sua morte com maldição”, ou seja, o texto originalmente fala de uma alma para a boca mas em nossas traduções isto é passado por alto e desconsiderado totalmente pois é incompatível com a doutrina da imortalidade da alma e traria confusão sendo nossa concepção geral imortalicionista!
Como poderíamos formar uma doutrina com base numa concepção emprestada de tradutores acerca da imortalidade da alma? Sim, afirmamos “concepção emprestada”, pois o texto Sagrado diz que:
1)      Alguém se contamina por tocar uma “alma morta” (Lv 21:11; Nm 6:6).
2)      O “homem tornou-se uma alma viva” (Gn 2:7);
3)      O conceito de olho por olho, dente por dente e vida por vida fala no original de “alma por alma” (Ex 21:23; Lv 24:18 e Dt 19:21).
4)      A Escritura afirma clara e categoricamente que a alma morre (Ez 18:4).
Pretendemos com esta exposição, com muita humildade e amor, incitar o estudante e mesmo os ensinadores a consultarem os termos originais sem a pré-concepção imortalicionista.
Esta incitação porém, não parte do desrespeito muito manos de soberba ou pedantismo. O que pretendemos e esta é nossa oração a Deus é que, a opinião dos irmãos dicotomistas ou tricotomistas passem a ser baseadas na  Bíblia corretamente. Nossa oração é haja um estudo imparcial e sem preconceitos acerca do assunto imortalidade da alma; ainda que discordem da opinião de que os conceitos de imortalidade da alma e a dicotomia ou tricotomia não partem das Escrituras estaremos satisfeitos se esta posição for obtida através de uma análise imparcial da visão mortalicionista quer seja aceita ou negada.
Não procuramos catequizar ninguém, mas sim incitar a procurar e ver ... examinando cada dia nas Escrituras se estas coisas [são] assim.  “ (At 17:11)
Este é nosso desejo e nossa sincera oração ao SENHOR: Que eu, assim como nossos irmãos e mestres, tenhamos um conhecimento bíblico acerca da Dicotomia e Tricotomia. Amém.

quarta-feira, 18 de abril de 2012

Precisamos Novamente de Homens de Deus


A. W. Tozer (versãoonline)

Vigiai, estai firmes na fé, portai-vos varonilmente e fortalecei-vos. 
(I Cor 16.13) 

A igreja, neste momento, precisa de homens, o tipo certo de homens, homens ousados. Afirma-se que necessitamos de avivamento e de um novo movimento do Espírito; Deus, sabe que precisamos de ambas as coisas. Entretanto, Ele não haverá de avivar ratinhos. Não encherá coelhos com seu Espírito Santo.

A igreja suspira por homens que se consideram sacrificáveis na batalha da alma, homens que não podem ser amedrontados pelas ameaças de morte, porque já morreram para as seduções deste mundo. Tais homens estarão livres das compulsões que controlam os homens mais fracos. Não serão forçados a fazer as coisas pelo constrangimento das circunstâncias; sua única compulsão virá do íntimo e do alto.

Esse tipo de liberdade é necessária, se queremos ter novamente, em nossos púlpitos, pregadores cheios de poder, ao invés de mascotes. Esses homens livres servirão a Deus e à humanidade através de motivações elevadas demais, para serem compreendidas pelo grande número de religiosos que hoje entram e saem do santuário. Esse homens jamais tomarão decisões motivados pelo medo, não seguirão nenhum caminho impulsionados pelo desejo de agradar, não ministrarão por causa de condições financeiras, jamais realizarão qualquer ato religioso por simples costume; nem permitirão a si mesmos serem influenciados pelo amor à publicidade ou pelo desejo por boa reputação.

Muito do que a igreja faz em nossos dias, ela o faz porque tem medo de não fazê-lo. Associações de pastores atiram-se em projetos motivados apenas pelo temor de não se envolverem em tais projetos.

Sempre que o seu reconhecimento motivado pelo medo (do tipo que observa o que os outros dizem e fazem) os conduz a crer no que o mundo espera que eles façam, eles o farão na próxima segunda-feira pela manhã, com toda a espécie de zelo ostentoso e demonstração de piedade. A influência constrangedora da opinião pública é quem chama esses profetas, não a voz de Jeová. 

A verdadeira igreja jamais sondou as expectativas públicas, antes de se atirar em suas iniciativas. Seus líderes ouviram da parte de Deus e avançaram totalmente independentes do apoio popular ou da falta deste apoio. Eles sabiam que era vontade de Deus e o fizeram, e o povo os seguiu (às vezes em triunfo, porém mais freqüentemente com insultos e perseguição pública); e a recompensa de tais líderes foi a satisfação de estarem certos em um mundo errado. 

Outra característica do verdadeiro homem de Deus tem sido o amor. O homem livre, que aprendeu a ouvir a voz de Deus e ousou obedecê-la, sentiu o mesmo fardo moral que partiu os corações dos profetas do Antigo Testamento, esmagou a alma de nosso Senhor Jesus Cristo e arrancou abundantes lágrimas dos apóstolos. 

O homem livre jamais foi um tirano religioso, nem procurou exercer senhorio sobre a herança pertencente a Deus. O medo e a falta de segurança pessoal têm levado os homens a esmagarem os seus semelhantes debaixo de seus pés. Esse tipo de homem tinha algum interesse a proteger, alguma posição a assegurar; portanto, exigiu submissão de seus seguidores como garantia de sua própria segurança. Mas o homem livre, jamais; ele nada tem a proteger, nenhuma ambição a perseguir, nenhum inimigo a temer. Por esse motivo, ele é alguém completamente descuidado a respeito de seu prestígio entre os homens. Se o seguirem, muito bem; caso não o sigam, ele nada perde que seja querido ao seu coração; mas, quer ele seja aceito, quer seja rejeitado, continuará amando seu povo com sincera devoção. E somente a morte pode silenciar sua terna intercessão por eles. 

Sim, se o cristianismo evangélico tem de permanecer vivo, precisa novamente de homens, o tipo certo de homens. Deverá repudiar os fracotes que não ousam falar o que precisa ser externado; precisa buscar, em oração e muita humildade, o surgimento de homens feitos da mesma qualidade dos profetas e dos antigos mártires. Deus ouvirá os clamores de seu povo, assim como Ele ouviu os clamores de Israel no Egito. Haverá de enviar libertação, ao enviar libertadores. É assim que Ele age entre os homens. 

E, quando vierem os libertadores... serão homens de Deus, homens de coragem. Terão Deus ao seu lado, porque serão cuidadosos em permanecer ao lado dEle; serão cooperadores com Cristo e instrumentos nas mãos do Espírito Santo...
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