"...estenderei a minha mão contra os habitantes desta terra, diz o SENHOR. Porque desde o menor deles até ao maior, cada um se dá à avareza; e desde o profeta até ao sacerdote, cada um usa de falsidade e curam superficialmente a ferida da filha do meu povo, dizendo: Paz, paz; quando não há paz. Porventura envergonham-se de cometer abominação? Pelo contrário, de maneira nenhuma se envergonham, nem tampouco sabem que coisa é envergonhar-se..." (Jeremias 6.12 a 15)

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quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

O Que Está Faltando na Celebração de Pessach?

INSTITUTO DA HERANÇA JUDAICA nº 24
Digitalizado por: Anselmo Goldman
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1. O CONCEITO de liberdade é de origem celeste. Escravidão, compulsão e força são incompatíveis com o caráter de nosso Pai celestial. Não é da vontade ou dos planos de Deus que uma nação escravize outra. Quando os egípcios trataram os descenden­tes de Jacó como escravos, Deus cobriu de pragas aquela nação e seu orgulhoso e tira­no monarca. Mas, a despeito das poderosas manifestações do poder divino, Faraó tei­mosamente recusou libertar Israel até que o primogênito de cada lar descrente, por todo o vasto reino do Egito, morreu. Após recobrarem-se de seus temores dos juízos retributivos de Deus, os egípcios persegui­ram os israelitas somente para perecerem nas profundezas do Mar Vermelho. Apesar do episódio ter-se passado há 35 séculos, o povo judeu por toda parte até o presente tem celebrado a Páscoa em comemoração dessa milagrosa libertação da escravidão egípcia.
2. A Páscoa é comumente conhecida co­mo o Festival da Liberdade. A forma atual de sua observância pelos judeus, todavia, difere vastamente da maneira em que os an­tigos a celebravam. Estes últimos seguiam a precisa instrução, tal como lhes foi dada por Deus mediante Moisés.
3. A fim de captar a plena significação da Páscoa e seu profundo e sublime simbolismo, é necessário estudar as instruções divi­nas registradas no Santo Escrito. Uma con­templação, acompanhada de oração, dessa instrução original revelará que o Deus que odeia a escravidão física, detesta igualmen­te a mais perniciosa e degradante de todas
as escravidões — a escravidão espiritual ao pecado.
4. Na celebração da festa da Páscoa, a característica mais essencial era o cordeiro pascal. Antes de o divino decreto contra os primogênitos ser aplicado, Deus disse a Moisés:
• "Fala a toda a congregação de Israel, dizendo: No décimo dia deste mês tomarão para si cada homem um cordeiro, segundo a casa de seus pais, um cordeiro para cada família. Mas se a família for muito pequena para um cordeiro, então convidará ele o vizi­nho mais próximo à sua casa, conforme o número das almas; cada homem, conforme o que cada um puder comer, por aí calcula-reis quantos bastem para o cordeiro.
"O cordeiro será sem defeito, um macho de um ano; podereis tomar um cordeiro ou um cabrito; e o guardareis até ao décimo quarto dia do mesmo mês; e todo o ajunta­mento da congregação de Israel o imolará ao crepúsculo [isto é, por volta das três ho­ras da tarde],
"Tomarão do sangue e o aspergirão em ambas as ombreiras, e na verga da porta das casas em que o comerem, e comerão a carne naquela noite, assada no fogo; com pães ázimos e ervas amargas a comerão....
"Desta maneira o comereis: com os lom­bos cingidos, sandálias nos pés e cajado na mão; comê-lo-eis às pressas: é a páscoa do SENHOR...
"O sangue vos será por sinal nas casas em que estiverdes: quando Eu vir o sangue, passarei por vós e não haverá entre vós pra­ga destruidora, quando eu ferir a terra do Egito..."
"O cordeiro há de ser comido numa só casa; da sua carne não levareis fora da ca­sa, nem lhe quebrareis nenhum osso." Êxo­do 12: 3-8, 11, 13, 46 (H).
5. O fiel cumprimento da instrução acima envolvia estes pontos principais:
(a) O cordeiro pascal (ou cabrito) devia ser escolhido no décimo dia de Abibe, o pri­meiro mês, e devia ser mantido à parte, até o décimo quarto dia desse mês.
(b) O cordeiro devia ser sem mancha.
(c) Deveria ser morto no décimo quarto dia, à tardinha.
(d) O sangue derramado devia ser espar­gido sobre os umbrais das portas da casa.
(e) A carne do animal era assada no fo­go, para ser comida naquela noite.
(f) Devia ser comida com pão não levedado.
(g) Nem um osso deveria ser quebrado.
6. Era imperativo cumprir todas essas divinas instruções. Na verdade, tratava-se de uma questão de vida ou morte. Houvessem os israelitas, desconsiderado, em qualquer particular, as instruções dadas eles, junta­mente com os egípcios, haveriam perdido seus primogênitos pela mão do destruidor.
Não seria sua ilustre ascendência ou sua identidade étnica que os salvaria da décima praga, naquela inesquecível noite do desti­no. O Senhor mesmo havia determinado à Israel a única forma possível de escape:
"O sangue vos será por sinal nas casas em que estiverdes: quando Eu vir o sangue, passarei por vós e não haverá entre vós pra­ga destruidora, quando eu ferir a terra do Egito." Êxodo 12: 13 (H).
7. Pela sua obediência, Israel deu evi­dência de sua fé na grande libertação que estava para lhes ser concedida. Eles reco­nheceram que eles mesmos tinham algo a fazer para garantir a segurança de seus pri­mogênitos. O sinal de sangue deveria ser colocado sobre suas casas. Esse sinal de sangue era a insígnia de proteção que tor­nou cada casa israelita um lugar seguro.
8. Então a praga foi aplicada com força esmagadora. O orgulho do Faraó que desa­fiava os céus estava agora humilhado até o pó.
O rei "levantou-se de noite, ele, todos os seus oficiais e todos os egípcios; e fez-se um grande clamor no Egito, pois não havia uma casa em que não houvesse um morto. Então, naquela mesma noite, chamou a Moi­sés e a Aarão e lhes disse: Levantai-vos, saí do meio do meu povo, assim vós como os fi­lhos de Israel; ide, servi ao Senhor, como tendes falado. Levai também convosco vos­sas ovelhas e vosso gado, como tendes dito; ide-vos embora, e abençoai-me também a mim. Os egípcios apertavam com o povo, apressando-se em lançá-los fora da terra, pois diziam: Todos morreremos." Êxodo 12: 30-33 (H).
9. Assim Israel tornou-se um povo livre — libertado pelo manifesto poder de Deus.
A gratidão e fé nos corações do povo encon­trou depois expressão no triunfante hino de gratidão registrado em Êxodo 15. Esse cân­tico, que comemora a grande libertação do povo hebreu, testifica de que Deus é a espe­rança de todos os que confiam nEle.
10. A Páscoa, com todos os seus aspec­tos essenciais, devia ser celebrada por Is­rael em nenhum outro lugar, exceto aquele que o próprio Deus designasse. Citamos:
• "Não poderás sacrificar a páscoa em nenhuma das tuas cidades que te dá o Se­nhor teu Deus; senão no lugar que o Senhor teu Deus escolher para fazer habitar nele o Seu nome, ali sacrificarás a páscoa, à tarde, ao pôr do sol, ao tempo em que saíste do Egito." Deuteronômio 16: 5, 6 (H).
11. Por vários séculos, a observância das festas anuais de Israel centralizava-se em qualquer lugar que seu santuário portátil era localizado. Mas depois que o primeiro templo foi construído no reinado do rei Salo­mão (971-931 A. E. C.), Jerusalém era o local designado, como declarado:
• "E a seu filho darei uma tribo: para que Davi, Meu servo, tenha sempre uma lâmpa­da diante de Mim em Jerusalém, a cidade que escolhi para pôr ali o Meu nome. " I Reis 11: 36 (H).

sexta-feira, 3 de setembro de 2010

Pra quê isso?

Por: Alexandre R. de Souza
image“Porquanto o SENHOR teu Deus anda no meio de teu arraial, … ; pelo que o teu arraial será santo, para que ele não veja coisa feia em ti, e se aparte de ti.” (Deut. 23:14)(Almeida Revista e Corrigida)
Não é interessante ao lermos a Bíblia e ver um verso destes? Na João Ferreira (ARA) lemos: “…para que ele não veja coisa INDECENTE em ti…”. O interessante deste verso é que ele trata de uma lei de higiene no arraial dos Hebreus e que fala justamente do fim que eles deviam dar as suas fezes.
A Lei era de que todo habitante do arraial deveria ter entre suas coisas uma ferramenta que seria usada para cavar e enterrar as suas fezes que deveriam ser feitas fora do arraial.
A limpeza e a higiene eram estabelecidas por lei, e estas leis vêm até nos hoje, nas Escrituras, mostrando a grandeza e exatidão de uma lei de quatro mil anos atrás, mas que é tão atual hoje. (Deut. 23:12, 13)
Exige Deus pureza de coração e higiene pessoal agora, assim como o fazia ao dar instruções especiais aos filhos de Israel. Se Deus foi tão minucioso ao prescrever limpeza para aqueles que jornadeavam pelo deserto, que se achavam ao ar livre quase todo o tempo, não requer Ele menos de nós, que vivemos em casas forradas, onde as impurezas são mais observadas e têm influência mais insalubre. Spiritual Gifts, vol. 4, págs. 126-128.
Aquele que era tão específico quanto aos filhos de Israel cultivarem hábitos de higiene, não sancionará qualquer impureza nos lares de Seu povo hoje. Deus olha com desagrado para qualquer espécie de impureza. Como podemos convidá-Lo para o nosso lar, a menos que tudo esteja bem arranjado, limpo e asseado? Conselhos Sobre Saúde, pág. 101.
Pra resumir: O ambiente limpo e organizado, de preferência perfumado; propicia a que o homem tenha impulsos morais que estão em harmonia com os princípios divinos de justiça e honestidade.
A figura foi extraída de uma página da revista “Super Interessante / Dez. de 2009.

domingo, 1 de agosto de 2010

Páscoa – A Festa da Liberdade!

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A chegada de Jacó e sua família no Egito foi uma marcha triunfal. Assim foi também a partida, 210 anos depois, de seus filhos, os filhos de Israel, do Egito. Esta era a diferença: a pequena família de setenta pessoas havia se tornado uma nação grandiosa e unificada de três milhões de almas, das quais, 600.000 homens adultos.
Em cada geração uma pessoa é obrigada a considerar-se como tendo realmente saído do Egito. A redenção do Egito (Pecado) e a subseqüente experiência da entrega da Torá (Espírito Santo) estabelece a identidade do cristão como "servos de Deus", e não "servo de si mesmo ou do pecado".
Após deixarem o Egito, eles jamais poderiam estar sujeitos a este tipo de servidão. Um grande sábio, conhecido como o Maharal de Praga explica exaustivamente como a liberdade adquirida pelo êxodo transformou a natureza essencial do povo judeu. Apesar das conquistas e escravidão impostas por outras nações, a natureza fundamental do povo judeu nunca mudou; assim mesmo a natureza do cristão após ser liberto do pecado através do sangue do cordeiro nos umbrais da porta, nunca mais será a mesma, mesmo que ele caia e se afaste dos caminhos que conduzem a Canãa Celestial.
Com o Êxodo, adquirimos a natureza e qualidades de homens livres. Esta natureza é mantida apenas porque Deus está constantemente nos libertando do Egito. O milagre da redenção não é um evento do passado, mas um fato diário ou constante em nossas vidas.
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